IMPLANTAÇÃO DO CRS DA APAC PELOTAS

O processo para implantação de nosso Centro de Ressocialização Social (CRS) se deu a partir da escolha de dois presos do Presidio Regional de Pelotas (PRP) que foram transferidos pelo período de três meses para viver dentro da metodologia apaqueana na APAC de Paracatu-MG, de modo que aprenderam a conviver dentro da metodologia apaqueana.

Quando da abertura do CRS (que deve ter a estrutura mínima – cela, cozinha, refeitório, banheiros, sala de aula, espaço de convívio social, pátio de sol, secretaria), ambos retornaram e são então os primeiros recuperandos.

Gradualmente o Juiz da VEC seleciona presos de primeira condenação e crimes não violentos para se juntarem ao grupo até uma certa consolidação do processo, momento em que todo e qualquer preso, uma vez manifestando vontade e havendo vaga, pode ser transferido para o CRS.

Aqui um detalhe importante – os próprios recuperandos são os responsáveis por cuidarem dos novos colegas, ensinando-lhes a metodologia. Acreditamos que o CRS da APAC Pelotas poderá abrigar até 200 recuperandos (número limite para um CRS).

Após a chegada dos primeiros recuperandos internos deram início na ampliação da estrutura física (novas selas e outros espaços), possibilitando a ampliação gradativa do número de recuperandos, desta forma viabilizando a nossa meta que é atingir 20 recupeerandos até meados de junho/2021 nesta primeira etapa. 

Com recursos alocados em convênio firmado em 14/01/2021 com o Ministério da Justiça, (Secretaria da Administração Penitenciária) para construção e aparelhamento de nossa Apac finalmente caminhará para o expressivo número de 200 recuperandos quando concluída.

 

 

 

 

 

 

 

 

Temos também a proposta de identificar e criar atividades manufaturadas com potencial lucrativo e constituir diversas oficinas visando a qualificação profissional do recuperando e tornando os projetos autossustentáveis.

 

VEJA ALGUMAS DE NOSSAS METAS CLICANDO AQUI 

SISTEMA DO TRABALHO DA APAC - CRSS

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O QUE É APAC E COMO INICIOU

O QUE É APAC?

 

A APAC nasce em 1972, na cidade de São José dos Campos - SP, através de um grupo de voluntários cristãos, sob a liderança do advogado e jornalista Dr. Mário Ottoboni, no presídio Humaitá, para evangelizar e dar apoio moral aos presos. A inexperiência no mundo do crime, das drogas e das prisões proporcionou a criação de uma experiência revolucionária. A sigla significava Amando o Próximo Amarás a Cristo.

 

No ano de 1974, a equipe que constituía a Pastoral Penitenciária, concluiu que somente uma entidade juridicamente organizada seria capaz de enfrentar as dificuldades e as vicissitudes que permeavam o dia a dia do presídio e assim foi instituída a APAC - Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, uma entidade jurídica sem fins lucrativos, com o objetivo de auxiliar a Justiça na execução da pena, recuperando o preso, protegendo a sociedade socorrendo as vítimas e promovendo a Justiça restaurativa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Portanto, a APAC (Associação de Assistência aos Condenados), entidade juridicamente constituída, amapara o trabalho da APAC (Amando o Próximo, Amarás a Cristo), Pastoral Penitenciária, e também de outras Igrejas Cristãs junto aos condenados, respeitando, pois, a crença de cada um, de acordo com as normas internacionais e nacionais sobre direitos humanos. Uma ampara a outra, apesar de distintas. É a jurídica que garante a espiritual, e a espritual, a jurídica. Ambas têm a mesma finalidade: ajudar o condenado a se recuperar e se reintegrar no convívio social. 

 

A APAC é uma entidade civil de direito privado, com personalidade jurídica própria, dedicada à recuperação e à reintegração social dos condenados a penas privativas de liberdade. Ela ainda opera como entidade auxiliar do poder Judiciário e Executivo, respectivamente, na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade.  

 

A APAC é composta de 12 elementos:

 

1. Participação da Comunidade;

2. Recuperando ajudando Recuperando;

3. Trabalho;

4. Espiritualidade;

5. Assistência jurídica;

6. Assistência à saúde;

7. Valorização Humana;

8. Família;

9. O Voluntário e o curso para sua formação;

10. Centro de Reintegração Social – CRS;

11. Mérito;

12. Jornada de Libertação com Cristo;

 

O objetivo da APAC é promover a humanização das prisões, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena.

Seu propósito é evitar a reincidência no crime e oferecer alternativas para o condenado se recuperar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O trabalho da APAC dispõe de um método de valorização humana, vinculada à evangelização, para oferecer ao condenado condições de recuperar-se, buscando em perspectiva mais ampla, a proteção da sociedade, o socorro às vítimas a promoção da justiça restaurativa.  

 

Na APAC os presos são chamados de recuperandos e são corresponsáveis por sua recuperação. A presença de voluntários é fundamental oferecendo aos recuperandos a assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica.  Na APAC, a segurança e a disciplina são feitas com a colaboração dos recuperandos, tendo como suporte alguns funcionários e voluntários, sem o concurso de policiais ou agentes penitenciários. 

 

A APAC conta com uma rotina diária que inicia às 6 da manhã e termina às 10 da noite. Durante o dia todos trabalham, estudam e se profissionalizam, evitando a todo custo a ociosidade. Com uma disciplina rígida, a APAC conta com um conselho formado por recuperandos que contribui decisivamente para a ordem, o respeito e o seguimento das normas e regras.

 

Na APAC as famílias são respeitadas e coparticipes da recuperação. Através de encontros formativos, celebrações e vistas aos lares, a APAC tenta, a todo custo, reatar os laços entre recuperandos e seus entes. A APAC recupera também a família de quem cumpre pena.

 

Na APAC a espiritualidade é ecumênica. Cada recuperando é incentivado a assumir a fé que professa, de forma que possa fazer um encontro profundo com o Deus da Vida. O respeito à religião do outro é fundamental e norteia a espiritualidade apaqueana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enfim, na APAC o cumprimento de pena é individualizado. Por isso as APACs são pequenas unidades, construídas nas próprias comunidades onde os recuperandos cumprem sua pena. São unidades idealizadas para receber no máximo 200 recuperandos.   

 

Um presídio que aplica a metodologia APAC é infinitamente mais vantajoso para o Estado, visto que um preso na APAC custa um terço do valor gasto no sistema comum. Além disso, a construção de uma APAC é muito mais barata que a construção de um presídio comum.

 

Os resultados positivos tais como baixo índice de reincidência, baixo custo, ausência de violência e rebeliões, poucas fugas, têm contribuído para que a metodologia APAC seja conhecida e aplicada.